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Mudança de cenário: Comandante do Exército admite percepção de ameaças reais na América do Sul e defende tecnologia nas fronteiras

 


​Em uma declaração marcante que sinaliza uma virada na doutrina de defesa nacional, o comandante do Exército Brasileiro, general Tomás Paiva, afirmou publicamente que o Brasil agora enxerga ameaças reais na América do Sul — um cenário que, segundo ele, diferentemente do passado, exige atenção imediata e o uso massivo de tecnologia.

​As afirmações foram feitas em Brasília durante o encerramento do Simpósio de Sistemas Não Tripulados da Força Terrestre. O evento reuniu o Alto Comando da Força e empresas do setor para a apresentação de novas ferramentas de vigilância e combate.

​No passado, não tínhamos nenhuma ameaça na América do Sul. Hoje temos uma percepção de ameaça, incluindo nossa atuação constitucional e legal de auxiliar os Poderes da República na faixa de fronteira, que é uma preocupação enorme, muito vasta. Temos que estar olhando para ela, declarou o general Tomás Paiva.

​Foco em tecnologia e vigilância

​Para mitigar os riscos mapeados na região fronteiriça, o comandante defendeu que o Exército precisa empregar cada vez mais tecnologia de ponta. Durante o simpósio, empresas apresentaram projetos focados no desenvolvimento e na aquisição de drones terrestres e aéreos voltados para ataque, bombardeio e vigilância estratégica.

​A nova política de modernização do Exército se apoia em quatro eixos fundamentais estabelecidos pelo comando: Desenho institucional (reorganização e estruturação das forças), Capacidades (aceleração na incorporação de novas tecnologias militares), Doutrina (aprimoramento tático para os novos cenários de conflito) e Pessoal (desenvolvimento de uma nova mentalidade operacional na tropa).

​Mapeamento de riscos e tropas em prontidão

​De acordo com análises de veículos de imprensa e especialistas em segurança, o panorama geopolítico global recente e as instabilidades na região da América Latina acenderam um alerta definitivo nas autoridades brasileiras.

​Para responder a esse novo mapeamento de riscos, o Exército Brasileiro já estabeleceu uma portaria para reestruturar suas forças. O plano prevê que aproximadamente 20% do efetivo militar nacional — o equivalente a cerca de 25.000 soldados — permaneça em estado de prontidão total, 24 horas por dia e 365 dias por ano, para dar respostas rápidas e imediatas a qualquer tipo de hostilidade.

​Cinco brigadas estratégicas foram selecionadas para liderar esse contingente de emprego imediato:

  1. ​Brigada de Infantaria Paraquedista, localizada no Rio de Janeiro (RJ)
  2. ​Brigada de Infantaria Aeromóvel, localizada em Caçapava (SP)
  3. ​Brigada de Infantaria Mecanizada, localizada em Campinas (SP)
  4. ​Brigada de Cavalaria Blindada, localizada em Ponta Grossa (PR)
  5. ​Brigada de Infantaria de Selva, localizada em Marabá (PA)

​Estratégia de Dissuasão Assimétrica

​Segundo analistas militares, a estratégia adotada pelo Brasil não visa disputar um conflito em pé de igualdade com superpotências estrangeiras, mas sim consolidar uma forte dissuasão assimétrica. O objetivo central é elevar drasticamente o custo financeiro, tático e logístico para qualquer nação ou força que tente violar a soberania do território brasileiro, tornando qualquer ação hostil extremamente onerosa e desgastante.

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