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Fundador do Banco Master inclui filme sobre Bolsonaro em nova proposta de delação à PF e PGR ​A defesa do fundador do Banco

 


 Master, Daniel Vorcaro, apresentou uma nova proposta de acordo de delação premiada à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR). O documento reformulado foi entregue após os investigadores da PF terem rejeitado a versão inicial apresentada pela defesa no dia 21 de maio. Com a nova peça, os advogados buscam introduzir fatos inéditos e detalhes aprofundados sobre o esquema que ainda não tinham sido mapeados pelas autoridades, com o objetivo de garantir benefícios jurídicos ao empresário.

​A grande reviravolta do caso envolve o financiamento de produções audiovisuais. De acordo com fontes ligadas à investigação, Vorcaro incluiu na delação relatos sobre pedidos que recebeu para o repasse de patrocínio milionário ao filme "Dark Horse", um longa-metragem inspirado na vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

​Novos nomes e mensagens encontradas no celular

​A nova proposta de colaboração premiada surge num formato mais amplo e aprofundado. A necessidade de reformular o documento intensificou-se após a perícia da Polícia Federal extrair dados e encontrar mensagens de autoridades públicas no celular principal do banqueiro.

​Integrantes da defesa indicaram que, diante das provas materiais já encontradas nos aparelhos apreendidos, tornou-se inevitável a inclusão e o detalhamento de novos nomes que fariam parte do topo da engrenagem sob investigação.

​Análise técnica e próximos passos

​Uma reunião técnica entre delegados da Polícia Federal e membros da PGR estava prevista para avaliar o novo documento, mas acabou sendo adiada para que as instituições possam analisar minuciosamente o teor das novas revelações. O objetivo principal da PF e da PGR nesta fase é garantir que os elementos trazidos possuam eficácia prática e forneçam indícios reais para a obtenção de novas provas.

​Se a PGR e a Polícia Federal validarem o conteúdo e decidirem avançar com o acordo, o documento final será encaminhado ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que é o relator do caso e o responsável por homologar formalmente a delação. Para permitir a elaboração desta nova proposta, o ministro autorizou que Vorcaro recebesse os seus advogados diariamente na superintendência da PF em Brasília, uma permissão que vigora até o dia 12 de junho.

​Histórico do caso

​Daniel Vorcaro foi preso no âmbito de investigações que apuram fraudes financeiras bilionárias, uso de fundos fraudulentos para maquiar os caixas do Banco Master, pagamento de subornos e intimidação de adversários. A operação policial resultou no bloqueio e sequestro de bens e valores que superam os R$ 5,7 bilhões.

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