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​🚨 Comando Vermelho invade e assume o controle de dois condomínios na Pavuna (RJ)

 


​O crime organizado deu mais um passo ousado e assustador no Rio de Janeiro. Traficantes do Comando Vermelho (CV) invadiram e assumiram à força a administração de dois condomínios residenciais localizados no bairro da Pavuna, na Zona Norte do Rio. Ao todo, os residenciais somam cerca de 800 apartamentos.




​Como foi a ação dos criminosos

​Uma denúncia grave trazida pelo jornalista Lúcio Castro revela o nível de audácia do crime organizado no Rio de Janeiro. Traficantes do Comando Vermelho (CV) invadiram e assumiram o controle de dois condomínios residenciais na Pavuna, na Zona Norte da capital fluminense, transformando a administração do local em um verdadeiro balcão de negócios ilícitos e impondo um regime de terror aos moradores.

​A ação foi cirúrgica: os criminosos chegaram ao local fortemente armados e, sob a mira de fuzis, ditaram as novas ordens e regras que agora passam a governar a vida de centenas de famílias.

​O "boleto" do tráfico: R$ 300 por mês e punição para atrasos

​Diferente das taxas comuns de manutenção, os moradores agora são obrigados a pagar uma taxa imposta pelos traficantes no valor fixo de R$ 300 por mês por apartamento. Ficou determinado que o pagamento deve ocorrer pontualmente até o dia 10 de cada mês.

​O clima é de extrema apreensão devido às ameaças explícitas para quem não conseguir arcar com os valores. Segundo os relatos, o morador que atrasar o pagamento será severamente penalizado pelos "administradores" do Complexo do Chapadão, reduto que é dominado pela facção do Comando Vermelho.

​Monopólio de serviços: Gás, internet e até pedágio para veículos

​A exploração econômica vai muito além da taxa de moradia. O tráfico cortou os serviços convencionais para estabelecer o monopólio absoluto de itens básicos de sobrevivência:

  • Gás e Internet: Os moradores perderam a liberdade de escolha e só podem consumir o gás de cozinha e o sinal de internet fornecidos exclusivamente pela organização criminosa.
  • Pedágio para carros: Até o direito de ir e vir foi taxado. Os traficantes instituíram uma espécie de pedágio obrigatório no valor de R$ 70 por mês para liberar a circulação e permanência de veículos no local, afetando principalmente os proprietários de carros mais antigos.

​A ordem veio do topo: O "negócio" da ausência do Estado

​As investigações apontam que a ordem direta para o início das cobranças e para a tomada do território partiu de Edgar Alves de Andrade, apontado como um dos principais chefes na hierarquia da facção.

​O caso escancara uma realidade alarmante no Rio de Janeiro, onde cercar, dominar e administrar condomínios residenciais inteiros virou um negócio altamente lucrativo para as lideranças do tráfico. Diante da ausência do poder público e do Estado, o crime organizado se aproveita da vulnerabilidade da população para faturar milhões de reais mensalmente, deixando centenas de cidadãos reféns dentro de suas próprias casas.

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