Grupo que usava salão de beleza, brechó e internet para venda de emagrecedores ilegais é alvo de operação da polícia, no Paraná
Quatro suspeitos de integrarem um grupo que usava um salão de beleza, um brechó e as redes sociais para a venda de emagrecedores ilegais foram alvo de uma operação da Polícia Civil nesta terça-feira (2) em Castro, nos Campos Gerais do Paraná.
Segundo o delegado Marcondes Alves Ribeiro, o esquema ocorria de maneira estruturada, com divisão de tarefas - incluindo importação, transporte, armazenamento e venda direta aos consumidores através de redes sociais e grupos de mensagens, além dos estabelecimentos comerciais que eram utilizados como base para a logística ilícita.
"A ação ocorreu após o setor de investigações da delegacia de Castro identificar um esquema de comercialização de diversos tipos de medicamentos para emagrecimento, o que representa um risco concreto à saúde pública devido à ausência de garantias sobre a procedência e armazenamento dos produtos", aponta.
Os nomes dos alvos não foram divulgados. Dois deles foram presos em flagrante pelo crime de armazenamento de produtos medicinais para comercialização, de procedência ignorada. Na autuação, os investigados responderão por falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, sendo encaminhados ao sistema penitenciário.
Apreensões e logística criminosa
Durante o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão em residências e nos comércios locais, os policiais civis apreenderam aproximadamente 200 frascos de medicamentos emagrecedores. Na mesma ação, também foram localizados mais de 1,4 mil cigarros eletrônicos, seringas, dinheiro em espécie, registros financeiros e máquinas de cartão utilizadas na atividade ilícita.
O delegado Marcondes Ribeiro ressaltou que os elementos colhidos deixam evidente o nível de organização do grupo, que contava com o suporte de unidades móveis para realizar as entregas diretamente aos compradores. Para expandir o alcance e manter o fluxo de vendas, os suspeitos gerenciavam grupos fechados em aplicativos de mensagens para captar novos clientes, oferecendo vantagens financeiras e descontos exclusivos para quem fizesse indicações de novos compradores.
Todo o material recolhido pelas equipes policiais foi encaminhado para a delegacia. Os produtos serão submetidos a exames periciais técnicos e, após os trâmites legais e a emissão dos laudos, serão totalmente destruídos.
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